[ Mestrado em Educação - Tecnologia Educativa - Métodos de investigação em Educação ]

  1. Introdução      

Num estudo de caso a escolha da amostra adquire um sentido muito particular (Bravo, 1998). De facto a selecção da amostra é fundamental, pois constitui o cerne da investigação. Apesar da selecção da amostra ser extremamente importante, Stake (1995) adverte que a investigação, num estudo de caso, não é baseada em amostragem.
Ao escolher o “caso” o investigador estabelece um fio condutor lógico e racional que guiará todo o processo de recolha de dados (Creswell, 1994).
Não se estuda um caso para compreender outros casos, mas para compreender o “caso”.
Segundo Bravo (1998), a constituição da amostra é sempre intencional baseando-se em critérios pragmáticos e teóricos, em detrimento dos critérios probabilísticos, procurando as variações máximas e não a uniformidade. A mesma autora identifica seis tipos de amostras (intencionais ou teóricas) passíveis de serem utilizadas num estudo de caso:

1- Amostras extremas (casos únicos);
2- Amostras de casos típicos ou especiais;
3- Amostras de variação máxima, adaptadas a diferentes condições;
4- Amostras de casos críticos;
5- Amostras de casos sensíveis ou politicamente importantes;
6- Amostras de conveniência.

Estas amostras evidenciam características distintas das amostras probabilísticas presentes nas investigações de carácter quantitativo (Guba & Lincoln, 1994; Yin, 1994; Bravo, 1998): os processos de amostragem são dinâmicos e sequenciais; a amostra é ajustada automaticamente sempre que surjam novas hipóteses de trabalho; e o processo de amostragem só está concluído quando se esgota a informação a extrair através do confronto das várias fontes de evidência.

   
  2. O que é um Estudo de Caso?
  3. Estudo de Caso: modalidade dos planos qualitativos ou quantitativos?
  4. Características básicas de um Estudo de Caso
  5. Objectivos de um Estudo de Caso
  6. Argumentos mais comuns dos críticos do Estudo de Caso
  7. Tipologia
  8. Constituição da amostra ou selecção do “caso”
  9. Recolha de dados num Estudo de Caso
  10. Da recolha ao tratamento de dados
  11. Validade externa ou generalização
  12. Validade interna
  13. A questão da fiabilidade
  14. Conclusão/Síntese
  Referências
   
 

grupo4.te@gmail.com
© Grupo 4 de MIE , 2007  |  site optimizado para I.E.; V.7 resolução 1024 x 768 | última actualização, Jan. 2008